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    Brasile: desaparecidos, rivogliamo le spoglie di Joca

    La famiglia di Libero Giancarlo Castiglia (Joca) - desaparecido in Araguaia circa trenta anni fa - chiede la restituzione dei suoi resti al governo brasiliano.
    12 marzo 2005

    Sono uno dei fratelli di Libero Giancarlo Castiglia (Joca), morto circa 30 anni addietro in Brasile, nella regione dell’Araguaia, perché facente parte di un gruppo guerrigliero e membro del comitato centrale del Pc del Brasile, unico straniero caduto in combattimento contro le truppe della dittatura militare dell’epoca.

    Dopo tante vicissitudini, la mia famiglia, con l’aiuto determinante di una giornalista brasiliana, ottiene un colloquio con il capo di gabinetto della presidenza del Brasile, il signor José Dirceu. L’oggetto del contendere è semplice: nostro fratello ancora risulta "desaparecido" nonostante il governo brasiliano abbia già scoperto tante salme di guerriglieri in quei luoghi.

    Abbiamo contattato tante personalità affinché ci aiutassero in questa ricerca. Adesso mi rivolgo a lei, affinché le spoglie di Libero Giancarlo vengano allo scoperto! Mi rivolgo a tutti i lettori ai nostri deputati e senatori: scrivete tante lettere al governo brasiliano esigendo la ricerca effettiva di tutti i resti umani di quella tragica ed eroica esperienza! Ed al governo italiano che esiga dalle autorità brasiliane la restituzione identificata dei resti di mio fratello.

    Walter Castiglia

    ( 1 )

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    Dirceu recebe no Planalto irmão do único guerrilheiro estrangeiro morto no Araguaia

    Gabriela Guerreiro - Agência Brasil
    Quinta, 20 Novembro, 2003

    ( 2 )

    Brasília - O italiano Antonio Castiglia, irmão do único estrangeiro que participou ativamente da guerrilha do Araguaia, Libero Jiancarlo Castiglia, foi recebido ontem pelo ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. Antonio está no Brasil para investigar o desaparecimento de Jiancarlo, que desde o ataque às forças guerrilheiras do Araguaia em dezembro de 1973, nunca mais foi encontrado. Antonio Castiglia vive há 33 anos na Austrália, mas a família de Joca - como o guerrilheiro era conhecido entre os companheiros do Araguaia - ainda vive na Itália na esperança de resgatar seu corpo.

    O irmão de Joca veio ao Brasil a pedido da mãe, de 87 anos, que decidiu tentar resgatar a memória do filho depois que o governo federal criou uma comissão interministerial que vai investigar os locais onde os guerrilheiros desaparecidos foram enterrados. Segundo o deputado Jamil Murad (PCdoB-SP), que participou do encontro, o ministro José Dirceu reafirmou a Antonio Castiglia o compromisso do governo de resgatar a dívida com os guerrilheiros que lutaram pela democracia do país. "O ministro deu a esperança de que a Comissão é uma iniciativa séria, ao colocar o primeiro escalão do governo para esclarecer e localizar os corpos dos companheiros", disse o deputado.

    Antonio Castiglia vai retornar à Austrália ainda esta semana, mas deixou sangue armazenado para auxiliar na identificação do corpo do irmão, por meio de DNA, caso a ossada seja encontrada. A doação de sangue de familiares para facilitar a identificação é uma sugestão da própria comissão do governo.

    "O ministro estava muito emocionado ao receber o Antonio. Ele lembrou que a Comissão tem vários membros que lutaram com dedicação para a democratização o país e estão empenhados em resgatar essa dívida", ressaltou Jamil Murad.

    A comissão interministerial que investiga o desaparecimento de guerrilheiros do Araguaia é integrada pelos ministros José Dirceu, Márcio Thomaz Bastos (Justiça), Nilmário Miranda (Direitos Humanos), José Viegas (Defesa) e Álvaro Ribeiro da Costa (Advocacia Geral da União). Criada em outubro deste ano, a Comissão tem o prazo de 180 dias para reunir os elementos necessários à localização dos corpos de 61 militares desaparecidos durante a guerrilha.

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    ARAGUAIA
    TRF manda governo abrir os arquivos da guerrilha

    7/12/2004

    ( 3 )

    Brasília - O Tribunal Regional Federal da 1ª Região rejeitou ontem recurso do governo contra a decisão judicial que determina a abertura dos arquivos da guerrilha do Araguaia (1972-75). Cabe recurso ao próprio TRF, ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) e ao STF (Supremo Tribunal Federal).

    Com a decisão de ontem, o governo tem 120 dias para apresentar os documentos, informar onde estão enterrados os corpos dos guerrilheiros e trasladá-los para os cemitérios mais próximos das famílias das vítimas.

    O processo foi movido em 1982 por 22 parentes dos guerrilheiros mortos.

    Os deputados Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) e Sigmaringa Seixas (PT-DF) chegaram a atuar na causa. A guerrilha foi um movimento armado de integrantes do PC do B que atuou na divisa de Tocantins (na época, Goiás) e Pará e no Maranhão. Foi combatida e derrotada pelo Exército entre 1972 e 1975.

    Cerca de 80 militantes do PC do B teriam participado da guerrilha, entre eles o atual presidente do PT, José Genoino. Números oficiais dão conta de sete militantes mortos, mas o último balanço do o Ministério da Justiça aponta 61 desaparecidos. Dezesseis soldados morreram.

    Em julho do ano passado, o ‘‘Diário da Justiça’’ publicou a decisão da juíza Solange Salgado, da 1ª Vara Federal do DF, ordenando a quebra do sigilo das informações militares sobre a guerrilha.

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    Governo vai abrir os arquivos da Guerrilha do Araguaia sem correria

    8/12/2004

    ( 4 )

    Brasília - A abertura dos arquivos da Guerrilha do Araguaia não será feita de forma imediata.

    O governo vai cumprir a decisão tomada na segunda-feira pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, mas quer fazê-lo sem correria, para encontrar mecanismos que evitem constrangimentos entre as Forças Armadas.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já decidiu que abrirá todos os arquivos secretos da ditadura, mas reconhece que ainda há um terreno a ser construído.

    Além disso, integrantes da cúpula do governo admitem que o governo sequer dispõe de todas as informações sobre o assunto e precisa de um tempo para se organizar nesse sentido.

    As informações foram dadas ontem à tarde pelo vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, durante uma cerimônia de apresentação de 23 oficiais-generais, na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A preocupação de evitar que a situação abra uma crise com os militares ficou clara nas palavras de Alencar.

    ‘‘É claro que os arquivos não serão carregados e abertos na Praça da Sé’’, afirmou. Seu antecessor, José Viegas, havia dito ainda como ministro de Defesa que os arquivos a respeito das operações no Araguaia tinham sido incinerados - uma informação que ele dizia ter obtido de fontes militares.

    Em conversa depois da cerimônia, o vice-presidente declarou que não havia conversado ainda com o comandante do Exército sobre a existência ou não de documentos sigilosos e destacou que não sabe realmente se eles existem ou não. ‘‘Os documentos estão onde deveriam estar: arquivados’’, comentou ele, acentuando que não se pode fazer qualquer ilação em relação a este assunto.

    Na cerimônia, algumas lideranças militares admitiram descontentamento com a decisão anunciada na véspera. Em sua fala, Lula fez repetidos elogios às Forças Armadas e ao ministro José Alencar. ‘‘Ele terá uma relação exemplar com vocês, sem abrir mão um milímetro, da sua autoridade’’, avisou o presidente, que a certa altura passou a falar de improviso.

    Reiterou ainda que gostaria que, ‘‘ao final do seu mandato, não precisasse mais ter uma diferenciação entre os nossos militares e a nossa sociedade civil’’.

    RECADOS - A fala de Alencar também foi marcada por recados e cuidados. Ele assegurou que ‘‘não haverá resistência’’ à abertura dos arquivos porque ‘‘estamos vivendo em um regime democrático, em um estado de Direito, e o Estado é o cidadão que é rigorosamente respeitado’’.

    O ministro salientou que esta era a decisão já esperada por todos porque o governo não tem o que fazer em relação a uma decisão da Justiça.

    Segundo ele, o entendimento do governo é que ‘‘todos os familiares têm direito de saber o que aconteceu com seus ancestrais e com seus descendentes, porque este é um direito do cidadão’’.

    O comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, e o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Félix, preferiram evitar fazer comentários sobre o tema.

    Note:


    ( 1 ) Lettera pubblicata su Liberazione il 24-10-2004 e riprodotta in: http://joca.blog.excite.it/

    ( 2 ) Riprodotto dal Forum de Entidades Nacionais de Direitos Humanos (FENDH), Brasile
    in http://www.forum.direitos.org.br/?q=node/view/482

    ( 3 ) Diario do Nordeste, Brasile, 7-12-2004
    http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=210375

    ( 4 ) Diario do Nordeste, Brasile, 8-12-2004
    http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=210595

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